quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"CHEGANDO A TÁBOCA" - JORNALISTA CACERENSE MOE RADIALISTA NO PAU E CHAMA DE PUXA SACO

Fiquei estarrecida, quando hoje pela manhã vindo para a Agência 27, decidi ligar o rádio e me interar sobre os acontecimentos de Cáceres e ouvi uma entrevista na Rádio Clube, onde o vereador Salvador, presidente da câmara, dava explicações toscas sobre o concurso público realizado pela câmara, sobre a compra de um terreno e da teoria de conspiração oculta contra os vereadores atuais. Até aí, tudo bem. O que me indignou foi à postura adotada pelo entrevistador.

Sinto-me profundamente agredida ao ouvir um colega, de forma descarada, tentando distorcer a verdade como se já não bastasse a não obrigatoriedade de um diploma (sim, porque estudei quatro anos, em uma instituição de ensino regulamentada pelo MEC, para receber o título de bacharel em comunicação).

Inflar egos e enaltecer demasiadamente o entrevistado é papel de puxa saco e não o de um jornalista.

O profissional de comunicação, não podia tecer comentários depreciativos nem benéficos ao entrevistado, que tinha muito que se explicar ao cidadão, que paga os impostos e não suporta mais ver a inércia, nem a impunidade de vários vereadores que por quatro anos sentaram nas imponentes cadeiras da câmara de vereadores, tanto que na ultima eleição, renovaram quase completamente o quadro de vereadores na cidade.

Nós jornalistas não somos juízes, nem detentores da verdade absoluta, mas temos que ter cuidado com o que falamos e escrevemos, pois é preciso responsabilidade. A imprensa é um dos principais pilares de qualquer sociedade democrática.

Não estou falando mal da rádio e muito menos do Programa Canal Aberto, só estou atentando, quanto à falta de ética e do perigo do erro de um, acabar generalizando a profissão.

Quando falo sobre a necessidade de um diploma, não é arrogância nem pretensão de diferencial, só que não acho justo que outras profissões exijam diplomas acadêmicos, e o jornalismo seja encarado como uma profissão sem regras. Existem vários profissionais que exercem a profissão há muito tempo, e claro que não deveria ser exigido diploma destas pessoas que aprenderam o jornalismo de forma empírica, porém é preciso aparar os vícios da profissão e dar cursos de aperfeiçoamento.

Não me julgo melhor que ninguém. Acredito que críticas bem intencionadas, auxiliam no crescimento profissional e humano. Este texto foi feito em 11/10

Em primeiro lugar quero dar os parabéns ao jornalista Sinézio Alcantara, um dos poucos jornalistas que escrevem bons artigos sem ter o rabo preso.

Ele sim é um autentico jornalista, não um papagaio que repete o que ouve. Após o episódio citado acima soube que o colega Sinézio foi execrado pelo pseudo jornalista Faquini, quando questionou num artigo a vontade do presidente da câmara em gastar mais de 600 mil reais numa reforma, quando Cáceres passa por uma situação caótica.

Faquini, quer uma ideia ? Fica menos feio ser assessor de imprensa de Salvador do que puxa saco.

jornalexpresão

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